nº 8 ano 3 | Março 2012
Ensaio

O graffiti gentrificado: suportes inusitados, diálogo com equipamentos urbanos e o flerte com pintores consagrados

Por David da Costa Aguiar de Souza

Circular por uma metrópole como Rio de Janeiro, Cidade do México ou Nova Iorque inclui uma série de possíveis encontros indesejáveis como choques entre pessoas que atravessam grandes avenidas em direções opostas, abordagens de pedintes, disputas por espaço com automóveis, motocicletas, bicicletas e carrinhos de ambulantes, além dos afrontamentos oferecidos (ou mesmo exauridos) pelo próprio ambiente construído destas cidades. Equipamentos públicos degradados, lixo acumulado, pichações, um tom acinzentado na atmosfera em decorrência da poluição, trânsito caótico e populações de rua são elementos que exemplificam como os civilizados ambientes citadinos oferecem um vasto cardápio de possibilidades de se afigurarem em inóspitos lugares para se estar.

O graffiti gentrificado: suportes inusitados, diálogo com equipamentos urbanos e o flerte com pintores consagrados
David da Costa Aguiar de Souza
é professor de Sociologia do IFRJ, doutorando em Sociologia pelo IESP – UERJ e mestre em Sociologia pelo PPGSA - UFRJ.